A dosagem de Lp(a) pode revelar riscos cardiovasculares ocultos que os exames tradicionais de colesterol não detectam
A Lp(a) — lipoproteína(a) — é uma partícula presente no sangue que está diretamente associada ao risco de desenvolver doenças cardiovasculares graves, incluindo infarto e AVC.
Diferentemente do colesterol comum, a Lp(a) tem características genéticas que a tornam especialmente perigosa quando elevada.
Muitas pessoas realizam exames de colesterol regularmente, mas desconhecem a importância de medir os níveis de Lp(a).
Esse desconhecimento pode ser fatal, uma vez que a lipoproteína(a) elevada aumenta significativamente as chances de eventos cardiovasculares, mesmo em pessoas com colesterol aparentemente controlado.
O CIPES conduz estudos sobre doenças cardiovasculares e Lp(a) elevada, contribuindo para o avanço do conhecimento científico e oferecendo aos participantes acesso a acompanhamento médico especializado e tratamentos experimentais sem custo.
Saiba mais neste artigo.
O que é a Lp(a) e por que ela é diferente do colesterol comum?
A lipoproteína(a) é uma variante do colesterol LDL (conhecido como “colesterol ruim”), mas com uma estrutura molecular adicional que a torna muito mais aterogênica — ou seja, capaz de promover o acúmulo de placas nas artérias.
Ao contrário do colesterol LDL tradicional, que pode ser controlado com alimentação saudável, exercícios físicos e medicamentos como as estatinas, os níveis de Lp(a) são determinados geneticamente desde o nascimento. Isso significa que dieta e exercício têm pouco ou nenhum efeito sobre essa lipoproteína.
Segundo a Diretriz de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, da Sociedade Brasileira de cardiologia, pessoas com Lp(a) elevada têm até três vezes mais risco de sofrer um evento cardíaco em comparação àquelas com níveis normais.
Por isso, conhecer seus valores de Lp(a) é fundamental para uma estratégia preventiva eficaz.
Quem deve fazer a dosagem de Lp(a)?
Embora qualquer pessoa possa solicitar o exame de dosagem de Lp(a), alguns grupos apresentam maior indicação para realizá-lo:
- Histórico familiar de doenças cardíacas: se parentes de primeiro grau (pais, irmãos) tiveram infarto, AVC ou outras doenças cardiovasculares antes dos 55 anos (homens) ou 65 anos (mulheres), a dosagem é altamente recomendada;
- Eventos cardiovasculares precoces: pessoas que já sofreram infarto ou AVC em idade jovem devem investigar os níveis de Lp(a) para entender melhor os fatores de risco envolvidos;
- Colesterol LDL elevado persistente: quando o colesterol ruim permanece alto mesmo com tratamento adequado, pode haver influência da Lp(a);
- Estenose aórtica: a lipoproteína(a) está associada ao desenvolvimento e progressão dessa doença valvular do coração.
A dosagem precisa ser feita apenas uma vez na vida, pois os níveis de Lp(a) permanecem estáveis ao longo dos anos.
Como é feita a dosagem de Lp(a)?
O exame de dosagem de Lp(a) é simples e não invasivo. Trata-se de uma coleta de sangue convencional, similar aos exames de colesterol tradicionais.
Não é necessário jejum prolongado, embora alguns laboratórios solicitem jejum de 3 a 4 horas.
O sangue coletado é analisado em laboratório, onde é medida a concentração de lipoproteína(a) presente.
O resultado é expresso em miligramas por decilitro (mg/dL) ou nanomoles por litro (nmol/L), dependendo do método utilizado.
Valores acima de 30 mg/dL (ou 75 nmol/L) são considerados elevados e representam maior risco cardiovascular. No entanto, mesmo valores intermediários podem ser preocupantes dependendo de outros fatores de risco presentes.
Lp(a) elevada: quais são os riscos?
Níveis elevados de lipoproteína(a) estão associados a diversas complicações cardiovasculares graves.
Entre os principais riscos, destacam-se:
- Formação de placas ateroscleróticas: a Lp(a) promove o acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, levando ao estreitamento das artérias;
- Infarto agudo do miocárdio: o risco de infarto aumenta significativamente em pessoas com Lp(a) elevada, especialmente quando associada a outros fatores como hipertensão e diabetes;
- Acidente vascular cerebral (AVC): a formação de trombos facilitada pela Lp(a) pode obstruir artérias cerebrais, causando AVCs isquêmicos;
- Estenose aórtica: a lipoproteína(a) está envolvida na calcificação da válvula aórtica, levando ao seu estreitamento progressivo;
- Doença arterial periférica: a obstrução de artérias nas pernas e braços também está relacionada aos níveis elevados de Lp(a).
A identificação precoce desses riscos por meio da dosagem de Lp(a) permite que médicos desenvolvam estratégias preventivas personalizadas para cada paciente.
Existe tratamento para Lp(a) elevada?
Atualmente, as opções terapêuticas para reduzir a Lp(a) são limitadas, mas a ciência avança rapidamente nessa área. Medicamentos tradicionais como estatinas e fibratos têm pouco efeito sobre a lipoproteína(a).
No entanto, alguns tratamentos experimentais mostram resultados promissores. Terapias com RNA de interferência (RNAi) e oligonucleotídeos antisense estão em desenvolvimento e têm demonstrado capacidade de reduzir significativamente os níveis de Lp(a).
Enquanto esses medicamentos não estão amplamente disponíveis, o manejo de pacientes com Lp(a) elevada foca no controle rigoroso de outros fatores de risco cardiovascular, incluindo:
- Controle agressivo do colesterol LDL;
- Tratamento adequado da hipertensão arterial;
- Controle glicêmico em diabéticos;
- Abandono do tabagismo;
- Prática regular de atividade física;
- Alimentação saudável.
Participar de pesquisas clínicas como as conduzidas pelo CIPES é uma excelente oportunidade para ter acesso a tratamentos experimentais promissores e contribuir para o avanço da medicina cardiovascular.
A importância da pesquisa clínica no tratamento da Lp(a) elevada
A pesquisa clínica desempenha papel fundamental no desenvolvimento de novos tratamentos para condições como a lipoproteína(a) elevada.
Por meio de estudos rigorosamente controlados, cientistas e médicos testam a segurança e eficácia de novas terapias antes que elas sejam disponibilizadas para a população geral.
O CIPES conduz estudos sobre doenças cardiovasculares e lipoproteína A elevada, oferecendo aos participantes:
- Acompanhamento médico especializado: equipe multidisciplinar altamente qualificada monitora de perto a saúde dos voluntários;
- Acesso a tratamentos experimentais: os participantes podem receber terapias inovadoras que ainda não estão disponíveis no mercado;
- Exames e consultas sem custo: toda a avaliação médica, exames laboratoriais e de imagem são realizados sem qualquer cobrança;
- Contribuição para a ciência: ao participar, você ajuda a desenvolver tratamentos que beneficiarão milhões de pessoas no futuro.
A participação em pesquisa clínica é voluntária, segura e regulamentada por órgãos rigorosos como a Anvisa e o Conep, que garantem a proteção e o bem-estar dos voluntários.
Cuide do seu coração: faça a dosagem de Lp(a)
A dosagem de Lp(a) é um exame simples que pode fornecer informações valiosas sobre seu risco cardiovascular.
Conhecer seus níveis de lipoproteína(a) permite que você e seu médico desenvolvam estratégias preventivas personalizadas e eficazes.
Se você tem histórico familiar de doenças cardíacas, já sofreu algum evento cardiovascular ou simplesmente deseja uma avaliação mais completa do seu risco, converse com seu médico sobre a inclusão deste exame em sua rotina de check-up.
O CIPES está conduzindo pesquisas importantes sobre doenças cardiovasculares e Lp(a) elevada. Se você foi diagnosticado com lipoproteína(a) elevada e deseja contribuir para o avanço da ciência enquanto recebe acompanhamento médico especializado sem custo, entre em contato conosco.
Nossa equipe está pronta para esclarecer suas dúvidas e avaliar se você se enquadra nos critérios de participação dos estudos em andamento. Juntos, podemos trabalhar por um futuro com menos doenças cardiovasculares e mais qualidade de vida.
Entre em contato com o CIPES e descubra como participar de nossas pesquisas clínicas sobre saúde cardiovascular. Seu coração agradece, e a ciência também.

FAQ: Perguntas frequentes sobre dosagem de Lp(a)
Não é obrigatório, mas alguns laboratórios recomendam jejum de 3 a 4 horas. Diferentemente dos exames tradicionais de colesterol, a alimentação recente tem pouco impacto nos níveis de Lp(a), já que essa lipoproteína é determinada geneticamente e permanece estável ao longo do dia.
A dosagem de Lp(a) geralmente precisa ser feita apenas uma vez na vida, pois os níveis dessa lipoproteína são geneticamente determinados e permanecem praticamente inalterados ao longo dos anos.
A repetição do exame só é necessária se houver dúvidas sobre o resultado inicial ou se você estiver participando de um estudo clínico que teste medicamentos para reduzir a Lp(a).
Há 50% de chance de transmitir os genes que determinam Lp(a) elevada para cada filho. Por isso, quando um dos pais apresenta níveis elevados, é recomendável que os filhos também realizem o exame, especialmente se houver histórico familiar de doenças cardiovasculares precoces.









