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Retinopatia diabética: sintomas, causas e quando procurar um especialista

A retinopatia diabética é uma complicação que afeta os olhos de pessoas com diabetes e pode levar à perda da visão se não for diagnosticada e tratada precocemente. 

A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira, que pode ser evitada no mundo. 

Ela afeta pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 e está diretamente relacionada ao tempo de convívio com a doença e ao controle da glicemia. 

Mesmo silenciosa nos estágios iniciais, a condição pode causar danos permanentes à retina.

Com o aumento dos casos de diabetes e a falta de diagnóstico precoce, muitas pessoas só percebem os sinais da retinopatia diabética quando a perda visual já está em andamento. 

Isso reforça a importância do acompanhamento oftalmológico periódico, sobretudo em pacientes diabéticos que convivem com a condição há muitos anos ou apresentam dificuldades no controle da glicose.

Se você quer entender o que é a retinopatia diabética, os sintomas mais comuns, tipos mais frequentes, tratamentos disponíveis e quando procurar ajuda médica, acompanhe o artigo!

Com informação, é possível proteger sua saúde ocular e manter uma boa qualidade de vida mesmo com o diagnóstico de diabetes.

O que é retinopatia diabética?

A retinopatia diabética é uma doença ocular provocada pelo diabetes mal controlado, que danifica os pequenos vasos sanguíneos da retina, que é a parte do olho responsável pela formação das imagens.

Essa condição pode evoluir de forma silenciosa por anos, o que aumenta os riscos de complicações oculares graves, porque a retina é altamente sensível à glicose elevada no sangue. 

Com o tempo, o excesso de açúcar enfraquece ou bloqueia os vasos sanguíneos da região, o que pode causar vazamentos, hemorragias, isquemia e até formação de novos vasos anormais, que são mais frágeis e propensos a romper. 

Como os sintomas iniciais costumam ser leves ou ausentes, muitas pessoas só percebem alterações visuais quando a doença já está em estágio avançado. 

Por isso, o diagnóstico precoce por meio de exames oftalmológicos periódicos é essencial, principalmente em pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Quais são os tipos de retinopatia diabética?

A retinopatia diabética pode se manifestar em dois estágios principais, a  proliferativa e a não proliferativa, segundo a American Academy of Ophthalmology.

Ambos estão relacionados à lesão nos vasos sanguíneos da retina, mas se diferenciam pela gravidade e pelo impacto na visão.

Retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) 

Também chamada de retinopatia diabética precoce, é o estágio inicial da doença e o mais comum entre as pessoas com diabetes. 

Nessa fase, os vasos sanguíneos da retina apresentam enfraquecimento e pequenas protuberâncias em suas paredes, chamadas de microaneurismas. 

Esses vasos podem vazar fluido ou sangue, o que provoca inchaço e danos às camadas da retina, principalmente à mácula, área responsável pela visão central.

Com o avanço da RDNP, há risco de edema macular (acúmulo de líquido na mácula) e isquemia macular (redução do fluxo sanguíneo nessa região), o que pode comprometer significativamente a qualidade da visão. 

Mesmo assim, nesse estágio, ainda não há formação de novos vasos, o que torna o quadro mais controlável com acompanhamento e tratamento adequados.

Retinopatia diabética proliferativa (RDP)

Já a RDP é o estágio mais avançado e grave da retinopatia diabética. Ela ocorre quando os vasos sanguíneos danificados se fecham completamente.

Com isso, o organismo tenta compensar essa perda criando novos vasos na retina, um processo chamado de neovascularização. 

O problema é que esses vasos são anormais e muito frágeis, propensos a romper e sangrar para dentro do vítreo (gel que preenche o interior do olho).

Essa hemorragia pode levar a manchas escuras na visão, perda súbita da visão e até descolamento da retina, causado pelo tecido cicatricial formado em torno desses vasos. 

Em alguns casos, o bloqueio do fluxo de fluido no olho pode aumentar a pressão intraocular, resultando em glaucoma.

Por isso, a progressão da doença exige acompanhamento oftalmológico regular, principalmente em pessoas com diabetes há muitos anos ou com controle glicêmico inadequado.

Quais são os sintomas de retinopatia diabética?

A retinopatia diabética pode evoluir silenciosamente por muito tempo. Em seus estágios iniciais, é comum que o paciente não perceba nenhum sintoma. 

No entanto, conforme a doença progride, alguns sintomas podem começam a surgir, e é essencial reconhecê-los para evitar complicações graves, como a perda permanente da visão.

Entre os sintomas mais comuns da retinopatia diabética, estão:

Retinopatia diabética: sintomas
Visão embaçada ou distorcida;
Dificuldade para enxergar à noite;
Manchas escuras ou pontos flutuantes no campo de visão (moscas volantes);
Perda gradual da visão, principalmente em pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 de longa data;
Dificuldade de focar ou perceber cores com nitidez;
Áreas escuras ou vazias na visão central.

Esses sintomas estão associados à alteração na retina e na mácula, causadas por vazamentos de sangue (hemorragia vítrea), acúmulo de líquidos e o crescimento de vasos sanguíneos anormais. 

O problema é que, muitas vezes, o paciente só percebe algo errado quando o comprometimento visual já é significativo.

Em casos mais graves, a hemorragia vítrea pode bloquear completamente a visão. Se a retina não estiver danificada, o sangue tende a desaparecer de semanas a meses, e desbloquear a visão.

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Retinopatia diabética tem cura?

A retinopatia diabética não tem cura definitiva, mas pode ser controlada com tratamentos eficazes, principalmente quando diagnosticada precocemente. 

O principal objetivo da abordagem terapêutica é evitar a progressão da doença e preservar a visão do paciente.

Por isso, o rastreamento anual com um oftalmologista é fundamental para quem vive com diabetes, mesmo sem queixas visuais. 

Exames simples, como o mapeamento de retina, podem detectar sinais precoces da doença e evitar a progressão para fases mais graves.

Caso você perceba qualquer mudança na sua visão, mesmo que leve, procure atendimento médico. 

Quanto antes a retinopatia diabética for identificada, maiores são as chances de preservar a saúde ocular e evitar cirurgias complexas no futuro.

Quais são os tratamentos para retinopatia diabética?

A escolha do tratamento depende do estágio da retinopatia (não proliferativa ou proliferativa), da presença de complicações como o edema macular e da resposta individual de cada paciente. 

Embora os tratamentos possam preservar a visão e evitar complicações, eles não revertem completamente os danos já causados. 

Por isso, o acompanhamento frequente com um oftalmologista e o controle do diabetes são fundamentais.

A seguir, conheça os principais recursos terapêuticos disponíveis:

Monitoramento da glicemia

Pessoas que são a princípio saudáveis podem desenvolver o diabetes e, posteriormente, a retinopatia diabética.

Para evitar que isso aconteça, é fundamental ter uma alimentação balanceada e evitar o consumo excessivo de açúcar, além de realizar exames de sangue regularmente para verificar os níveis de glicose.

Controle do diabetes

Antes de qualquer intervenção ocular, o passo essencial é manter a glicemia, a pressão arterial e o colesterol sob controle, principalmente se você já foi diagnosticado com diabetes ou estas outras doenças.

Isso reduz significativamente o risco de agravamento da retinopatia e até mesmo o seu desenvolvimento.

Injeções intraoculares de medicamentos

Um dos tratamentos mais modernos é a aplicação de inibidores do fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF) diretamente no olho. 

Eles ajudam a reduzir o inchaço da mácula e, além de ajudar a retardar a perda da visão, também podem restaurá-la, contudo, não de forma completa.

Outra possibilidade é o uso de medicamentos esteroides, que também são administrados por meio de injeções intraoculares.

Fotocoagulação

A fotocoagulação é um procedimento utilizado principalmente em casos de retinopatia diabética proliferativa, de acordo com o Ministério da Saúde.

O laser é aplicado na retina para selar vasos que estão vazando ou para impedir o crescimento de novos vasos anormais. Esse tratamento ajuda a estabilizar a doença e evitar a perda de visão.

Cirurgia vítreo-retiniana (vitrectomia)

Indicada em estágios mais avançados, a vitrectomia remove o gel vítreo, o líquido gelatinoso que preenche a parte interna do olho, juntamente ao sangue.

Também é possível remover o tecido cicatricial na parte posterior do olho, o que também ajuda a restaurar a anatomia do olho e melhorar a visão.

O espaço deixado pelo gel vítreo pode ser preenchido com uma solução salina, gás ou silicone.

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A retinopatia diabética é uma das principais causas de perda de visão em pessoas com diabetes. Mas o diagnóstico precoce e o acesso a terapias modernas podem evitar complicações relacionadas à doença.

O CIPES atua como um centro de referência em inovação, pesquisa clínica e atendimento especializado.

Além de oferecer acompanhamento com equipe multidisciplinar, o CIPES participa de estudos clínicos que avaliam novos tratamentos para complicações do diabetes, como a retinopatia diabética. 

Essas pesquisas têm o objetivo de trazer ao Brasil terapias que estão em fase de desenvolvimento e que podem representar um avanço significativo na preservação da visão e na prevenção de diversas outras complicações relacionadas ao diabetes.

Se você apresenta algum dos fatores de risco do diabetes, ou já foi diagnosticado com a doença, você pode participar dos estudos clínicos do CIPES.

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