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Fissura anal crônica tem cura? Veja os principais tratamentos e quando procurar um proctologista

Mulher com bebê no colo sofrendo dor intensa causada por fissura anal crônica, ilustrando desconforto durante a evacuação.

A fissura anal crônica é uma lesão persistente no ânus que causa dor intensa e sangramento, principalmente durante a evacuação. Ela é causada por traumas no revestimento delicado do ânus, esforço excessivo e condições inflamatórias.

Fissura anal crônica é uma lesão no revestimento do ânus que provoca dor, sangramento e grande desconforto.

Embora seja uma condição comum, muitas pessoas sofrem em silêncio, acreditando que o problema vai desaparecer sozinho. 

No entanto, quando não tratada corretamente, a fissura pode se tornar persistente e exigir acompanhamento médico especializado.

Diferentemente da fissura anal aguda, que costuma cicatrizar em poucas semanas e pode ser tratada clinicamente, a fissura anal crônica pode durar meses e causar complicações, como dor intensa ao evacuar, e exigir cirurgia.

Esse quadro tende a aparecer quando o tecido da região não consegue cicatrizar adequadamente, o que favorece a criação de um ciclo de dor e inflamação.

Neste artigo, você vai entender o que é fissura anal crônica, quais os principais sintomas, os tratamentos mais eficazes e quando procurar um proctologista. 

Mas, além dos tratamentos já existentes, existem pesquisas clínicas que podem trazer alternativas experimentais para pacientes que convivem com esse problema.

Boa leitura!

O que é fissura anal crônica?

A fissura anal crônica é uma pequena ruptura no revestimento do canal anal que persiste por mais de seis semanas.

Essa condição se diferencia da fissura anal aguda, que costuma cicatrizar em menos tempo e com medidas clínicas simples, como pomadas e ajustes no hábito intestinal.

Quando a fissura se torna crônica, a cicatrização não ocorre de forma adequada, e o tecido ao redor passa a apresentar inflamação recorrente.

Além disso, é comum a presença de espasmo no esfíncter anal, o que dificulta ainda mais a recuperação, já que a contração constante reduz o fluxo sanguíneo na região.

O problema afeta tanto homens quanto mulheres, em diferentes idades, e pode ter relação com evacuações dolorosas, esforço excessivo para evacuar, prisão de ventre, diarreias recorrentes ou até mesmo traumas locais.

Sem o tratamento adequado, a fissura anal crônica pode comprometer a qualidade de vida, porque a dor costuma ser intensa e limitante, o que leva o paciente a evitar evacuar e agravar quadros de constipação.

O que causa a fissura anal crônica?

Traumas na mucosa causam a fissura anal crônica, como esforço excessivo para evacuar fezes resistentes ou diarreias frequentes, que provocam ruptura do tecido delicado que reveste o ânus. 

As fissuras ocorrem principalmente na parte superior do ânus, onde a pele é mais fina e suscetível a rupturas. 

Esse trauma ocorre frequentemente devido à passagem de fezes duras, grandes ou volumosas, provocando uma laceração na região.

Além do trauma mecânico, outras condições podem contribuir para o problema, como inflamação crônica que enfraquece as tecidos, e espasmos persistentes do estresse anal, que prejudica o fluxo sanguíneo e dificulta a cicatrização.

As principais causas da fissura anal, de acordo com o Cleveland Clinc, são:

  • Constipação crônica e esforço para evacuar;
  • Disquezia infantil;
  • Diarreia crônica;
  • Parto;
  • Penetração anal;
  • Cirurgias anteriores na região anal;
  • Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs);
  • Doença inflamatória intestinal, como doença de Crohn e colite ulcerativa;
  • Câncer anal;
  • Tuberculose;
  • Assaduras na região anal.

A fissura anal crônica pode afetar pessoas de todas as idades, mas afetam principalmente gestantes e bebês. No entanto, é mais frequente em pessoas com menos de 40 anos de idade.

Quais são os principais sintomas da fissura anal crônica?

A fissura anal crônica apresenta sinais característicos que ajudam a diferenciar de outros problemas anorretais (ânus e reto), como hemorroidas e fissura perianal (região ao redor do ânus).

O sintoma mais marcante é a dor intensa durante e após a evacuação, que pode durar minutos ou até horas. Essa dor é frequentemente descrita como um corte ou ardência profunda.

Outro sintoma comum é o sangramento retal, geralmente em pequena quantidade, visível no papel higiênico ou misturado nas fezes.

Na fissura crônica, também é possível notar um nódulo próximo ao ânus, conhecido como prega sentinela, que surge devido à inflamação persistente.

Entre os sinais clínicos mais frequentes estão:

Sintomas da fissura anal crônica
Dor aguda e persistente ao evacuar;
Sangue vermelho vivo nas evacuações;
Coceira ou irritação anal;
Espasmo do esfíncter, que intensifica a dor;
Pequena saliência (prega sentinela) na borda anal;
Laceração que dura semanas e até meses.

Nenhum desses sintomas devem ser ignorados. Muitas vezes, pacientes confundem a fissura com hemorroidas, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento.

Por isso, ao perceber qualquer um desses sinais, é importante procurar um proctologista, que é o médico especializado em doenças do reto e do ânus, para confirmar o diagnóstico e indicar o melhor plano de tratamento.

Qual a diferença entre fissura anal aguda e crônica?

A fissura anal pode se apresentar em duas formas principais: aguda e crônica.

A fissura aguda é a fase inicial, geralmente provocada pelo trauma da evacuação de fezes endurecidas, que pode ser por constipação ou alimentação, ou por episódios de diarreia intensa. 

Nesse estágio, a lesão costuma cicatrizar em poucas semanas com tratamento clínico, incluindo pomadas, banhos de assento e ajuste alimentar.

Já a fissura anal crônica ocorre quando a cicatrização não acontece de forma adequada, prolongando os sintomas por mais de seis semanas. 

Nesse caso, há um processo de inflamação contínua, dor persistente e, muitas vezes, a presença da prega sentinela. A cronicidade aumenta as chances de complicações e pode exigir tratamento cirúrgico.

A principal diferença entre os dois quadros está no tempo de evolução e na resposta ao tratamento. 

Enquanto a fissura aguda tem maior probabilidade de cura espontânea ou com medidas conservadoras, a fissura crônica demanda acompanhamento mais rigoroso e opções terapêuticas avançadas.

Fissura anal crônica tem cura?

A fissura anal crônica pode ter cura, mas o tratamento costuma ser mais complexo do que na fase aguda.

O objetivo principal é quebrar o ciclo de dor, espasmo e inflamação e, assim, permitir que o tecido da região cicatrize.

O primeiro passo é adotar medidas clínicas, como uso de pomadas com efeito relaxante sobre o esfíncter anal, banhos de assento mornos para aliviar a dor e ajustes alimentares para manter as fezes mais macias. 

Mas, em casos mais resistentes, pode ser indicado o uso de medicamentos tópicos específicos ou injeções de toxina botulínica (botox), que ajudam a relaxar a musculatura e a melhorar o fluxo sanguíneo local.

Quando mesmo essas abordagens não são eficazes, a cirurgia pode ser uma alternativa melhor. O procedimento mais realizado é a esfincterotomia lateral interna, considerada segura e com altas taxas de sucesso.

A cirurgia consiste em uma pequena incisão no músculo anal interno para reduzir a tensão. Essa técnica costuma trazer alívio imediato da dor, com baixo risco de complicações quando feita por um profissional qualificado.

Portanto, embora a fissura anal crônica seja mais difícil de tratar do que a fissura aguda, há diversas opções eficazes disponíveis. 

O acompanhamento de um proctologista é essencial para escolher o tratamento adequado e aumentar as chances de cura.

Perguntas frequentes sobre fissura anal crônica

O que é fissura anal crônica?

É uma pequena ruptura no ânus que dura mais de seis semanas, causando dor e desconforto.

O que causa a fissura anal crônica?

Geralmente, é causada por trauma ao evacuar (fezes duras ou diarreia), inflamação, espasmos musculares ou outras condições como constipação crônica, parto, ISTs, etc.

Quais os sintomas da fissura anal crônica?

Dor intensa ao evacuar, sangramento, coceira, espasmo anal e, às vezes, uma pequena saliência (prega sentinela) perto do ânus.

Qual a diferença entre fissura anal aguda e crônica?

A aguda dura menos de seis semanas e cicatriza mais fácil. A crônica persiste por mais tempo, com inflamação contínua e maior dificuldade de cura.

Fissura anal crônica tem cura?

Sim, tem cura. O tratamento pode incluir pomadas, banhos de assento, ajustes alimentares, botox ou, em casos mais graves, cirurgia.

Quando procurar ajuda médica?

Muitas pessoas convivem com dor e sangramento ao evacuar acreditando que o problema é passageiro. No entanto, quando os sintomas persistem por mais de algumas semanas, é fundamental procurar um proctologista.

Esse especialista é o médico responsável por diagnosticar e tratar doenças que afetam o reto e o ânus, como fissura anal crônica, hemorroidas e abscessos. 

O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações, já que a fissura pode se tornar ainda mais dolorosa e resistente ao tratamento com o passar do tempo.

Além de confirmar o diagnóstico, o proctologista consegue indicar o tratamento mais adequado para cada caso, seja clínico ou cirúrgico. 

A consulta também é importante para descartar outras doenças anorretais que apresentam sintomas semelhantes, e possivelmente até câncer.

Quais são as outras abordagens disponíveis?

Além das opções tradicionais, existem também pesquisas clínicas que estudam novas abordagens para o tratamento da fissura anal crônica. 

Participar desses estudos é uma oportunidade de acesso a alternativas experimentais, sem custo, conduzidas por uma equipe médica multidisciplinar.

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